domingo, 28 de agosto de 2011

Dor

Se você sente dor, é porque existe algo ameaçando a sua integridade. Quando você se aproxima do fogo, a pele arde, você sente dor. O cérebro lhe envia sinais, de dor, para que você possa resolver a questão antes que aquilo lhe mate.
A solidão é um tipo de dor, por que ela só se sacia quando se está próximo de alguém, ou algo semelhante a isto. A ausência de socialização é nociva a nossa sanidade, foram feitas experiências com macacos criados desde o nascimento em isolamento total, e eles desenvolveram todo tipo de escleroses e neuras. Um deles, inclusive, passava o tempo mordendo os dedos do pé, para ser receptivo de algum tipo de sinal.
O que acontece, pergunto eu, quando a solidão não se sacia com a presença dos outros e umas boas risadas? Que tipo de sentimento é esse, que se sacia em momentos, mas volta quando estamos longe.
Observando as pessoas, me deparei com uma realidade, o sentimento de solidão não se limita apenas a criar vínculos entre os seres humanos, as pessoas em geral, ou grande maioria são fanáticas por alguma coisa.Algumas pela bebida, outras por suas profissões, pela arte, por outras pessoas, sejam elas artistas e modelos, ou um namorado. A falta disso torna a vida sem sentido.
Qual a origem dessa dependência? Qual a necessidade de dar uma razão a nossas vidas, mesmo que essa razão esteja travestida de diversão?

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Escrevendo com o coração

Eu percebi que as vezes a gente fica esperando inspiração, quando no final das contas a gente não precisa dela. Só temos que começar e deixar as coisas correrem.
A vida não se resume fácil assim, não dá para usar a borracha ou corretivo, a vida não é o tipo de coisa que você conserta escrevendo por cima, ou rabiscando e deixando para trás. Tudo permanece, como tudo que ainda vai vir, tudo é tão permanente, nada muda, o que você fez vai ficar feito, e o legado parece ser a coisa mais importante na vida de um homem. E eu me pergunto, o que é importante para mim?
Não quero magoar as pessoas, e em geral, tudo que faço demonstra o contrário, e eu queria entender porque! Por que quando eu dou uma de esperto, faço exatamente o oposto de quem eu sou na realidade. Pode ser que eu seja mesmo um bobo, que acredita em sentimentos, e não demonstra quando deveria, pelo simples medo do que vai ficar marcado.
O orgulho é uma bosta. Formigas são felizes de verdade, porque entendem o seu tamanho, e tratam o todo como mais importante.
Será que é melhor fazer o que queremos, passando por cima de pessoas e lembranças. Ou é melhor nos humilharmos, seguirmos os ensinamentos religiosos e cuidarmos uns dos outros?
Uma vez me disseram que não existe meio termo, ou se é bom, ou se é mau.
Mas eu sei que não é verdade, porque a gente vive a vida com momentos, eles montam o mosaico da sua vida, e você pode deixá-lo bom ou mau. Só não pode deixá-lo em branco.